| Pós-viagem... |
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15 meses, 14 países e muitas experiências...como é que eu vou encontrar palavras para descrever tudo isto?
Dei a volta completa ao mundo, passei pelos 4 continentes e utilizei todos os meios de transportes possíveis e imaginários, mas tudo ao sabor do vento, com a total liberdade de decidir a cada momento para onde ir e o que fazer...
Será que foi um sonho? Mergulhar com tubarões; nadar com uma baleia; contemplar Machu Picchu; ir a uma altitude de 6088 metros; estar no lugar mais isolado do mundo (Ilha de Páscoa); saltar de um avião e fazer bungee jumping na Nova Zelândia; fazer parapente nos Hymalaias no Nepal; viver com crianças de um Orfanato em África; conhecer as pessoas mais interessantes e as menos interessantes; segurar num Koala; ficar em casa de famílias locais em todos os continentes; conhecer a cidade de Varanasi na Índia; ter contacto com a espiritualidade da Índia...Uau!!!
Mais do que conhecer lugares, tirar fotografias, eu procurava ter experiências e passar pelos mais variados sentimentos nas várias situações por que passei – ri, chorei, senti medo, dor, frio, calor, sorri, amei...enfim senti!!!
De tudo o que passei, destaco dois momentos que mais me marcaram: o projecto em Moçambique com as crianças do Orfanato e a minha passagem pela Índia.
Como em todas as viagens que já fiz, as pessoas que conheci foram o que, no final, fizeram a grande diferença. Nesta viagem conheci as pessoas com as perspectivas mais diferentes desta vida e que me fazem questionar o tradicional “certo” e “errado”: - um brasileiro que largou o emprego, comprou um barco e andava a viajar à volta do mundo sem tempo definido; - um belga que viajava sozinho pelo mundo há dez anos; - um suíço que viajava à 17 anos e que nos últimos três viajava com a mulher e com um filho de 2 anos; - uma americana com cerca de 40 anos que largou tudo e decidiu viver na Índia para o resto da vida num Ashram; - um Israelita que ia formar a sua comunidade na natureza; - uma americana de 82 anos que viajava como eu na América do sul por três meses; - um casal de alemães que tinha comprado um antigo camião da 2ª guerra mundial e que estavam a dar a volta a África em dois anos; - um brasileiro que foi para a Índia e que virou Guru, sendo agora um líder espiritual; ...e tantas outras culturas e perspectivas diferentes da vida que me fazem acreditar que hoje o conceito de ser feliz é tão diverso e pessoal...
Confesso que iniciei a viagem com medos, receios, incertezas, tudo o que é normal quando se inicia algo novo, mas sempre com a certeza que tinha de ali estar... E ainda bem que arrisquei e fui atrás do meu sonho, já que foi uma experiência tão, mas tão rica e tão forte...Evolui muito enquanto ser humano, já que em vez de ficar em casa a ouvir as histórias, a ler ou a ver na TV, simplesmente fui, vi, cheirei, ouvi, senti, saboreei e isso é o que faz toda a diferença: EXPERIENCIAR!!!
Grande parte da minha viagem foi feita em países menos desenvolvidos, tendo tido contacto com realidades muito duras e difíceis, o que me faz pensar que o lugar onde se nasce tem muita importância nas condições de vida de cada um. Vi muita gente que dia-a-dia apenas luta por comida e água e algumas sem electricidade em casa, o que me faz pensar...
Encontros à volta do mundo, foram encontros com pessoas, paisagens, animais, culturas, religiões e, no final, o grande encontro comigo mesmo!
No fim da viagem li uma frase que descreve bem o que eu sinto neste momento: “A verdadeira sabedoria é termos consciência daquilo que não sabemos” (Filósofo Sócrates).
O meu especial agradecimento à minha família e amigos que me apoiaram e a todas as outras pessoas que por este motivo se aproximaram de mim e me deram força durante a viagem. Um agradecimento especial ao Daniel do Adro que me ajudou a fazer o backup de todas as fotos e vídeos durante a viagem e na tradução do site para Inglês; ao Basa pela incansável ajuda na elaboração do site; à minha irmã que me ajudou na revisão dos textos; ao Lara que desenvolveu o cartaz para a exposição em Moçambique e a todos os que contribuíram com ideias e nomes para o meu projecto em África.
Vivo a vida intensamente, tentando conhecer-me cada vez melhor, vivendo as minhas paixões e inspirando os outros a viver as suas. E esta é a minha forma de contribuir para um mundo melhor...:)
Se te aconselho a dar “a volta ao mundo”? Sim...Aconselho a fazer algo que gostes, nem que “essa volta ao mundo” seja ficar em casa a coleccionar cromos do Benfica, dar a volta ao Alentejo em bicicleta ou ajudar no orfanato mais perto...
...e o tempo esta a passar...
Obrigado e até breve...
Rodrigo Canelas
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS EM LISBOA
Vídeo
Frases expostas:
“Oh it's a mystery to me. We have a greed, with which we have agreed… and you think you have to want more than you need… until you have it all, you won't be free. Society, you're a crazy breed. I hope you're not lonely, without me.”
(Canção do filme Into the Wild – Natureza Selvagem)
“Apenas quando a última árvore tiver sido cortada, Apenas quando o último rio tiver sido envenenado, Apenas quando o último peixe tiver sido apanhado, É que iremos descobrir que o dinheiro não pode ser comido.”
(Frase de uma Inglesa que conheci na Bolívia na Ilha do Sol)
“Mais do que amor, dinheiro, fé, fama, justiça, dá-me a verdade!!!”
“A liberdade e a beleza simples é demasiado boa para a deixarmos passar...”
(Frases do filme Into the wild)
“O maior problema de hoje é o desejo… ”
(Frase do Dalai Lama)
“Não precisas de uma religião para atingires o teu caminho para a espiritualidade.”
“Encontrarás o caminho através da experiência...”
“Precisas de um guru...”
(Frases de um discípulo de um Guru que conheci na Índia)
“A verdadeira felicidade vem de dentro, não do que esta fora de ti… ”
(Frase de um Indiano que conheci num Ashram na Índia)
“A vida é muito simples, tudo o que tens a fazer é respirar, então não compliques a tua vida...”
(Letra de uma música que um grupo de amigos cantava à volta de uma fogueira no telhado de um hotel em Varanasi na Índia)
“Ter um filho foi a experiência que me fez complementar/evoluir enquanto ser humano.”
(Frase de um professor que conheci em Porto Rico)
“Paciência! Paciência! Paciência!”
(Professor de Yoga na Índia)
“A verdadeira sabedoria consiste em ser consciente daquilo que não sabemos.”
(Frase do filosofo Sócrates)
“Os que nunca vivem o momento presente são os que nunca vivem nunca – o que dizer de você?”
(Frase de um poeta dinamarquês no livro das religiões)
“Pensa quando na tua vida tiveste os momentos mais criativos. Pensa quando foi e o que aconteceu. Essa é a experiência do impulso de criar.”
“Tens de descobrir as principais razões para estar vivo e curtir essas razões.”
“Criei a minha própria cultura, com pessoas que acreditam em evolução através da consciência.”
(Andrew Cohen)
“Nós somos aquilo que comemos.”
(Professor de Medicina Ayuverda, Índia)
“As pessoas são felizes porque vivem com paixão...”
“O mais importante não é os outros magoarem-te, mas sim o que fazes com o que os outros te magoam...”
(Jannet, uma americana que desenvolveu uma metodologia para ajudar as pessoas a descobrir e a potenciar as paixões)
“A mente cria aquilo que nós queremos. Algumas pessoas vêem coisas pela positiva outros pela negativa.”
“Mantém o dinheiro no teu bolso, não na tua cabeça.”
“São os conceitos que nos afastam das verdadeiras experiências.”
(Ravi Shankar, um dos maiores Gurus espirituais da Índia)
“Passamos demasiado tempo preocupados, com ansiedade, à procura de respostas. Devemos viajar nas perguntas, curti-las, ter paciência e depois as respostas virão por si mesmo.”
(Professora de Yoga Kundalini americana – Gormukh)
“O homem branco chegou e confundiu ser diferente com ser inferior… Nós tínhamos a nossa religião, os nossos valores, a nossa cultura… ”
(Frase de um Aborígene australiano, exposta no Museu Aborígene, em Sydney, na Austrália)
“Não leves a vida tão a sério...”
(Frase que me disse um realizador de cinema Italiano, colocando um nariz de palhaço no nariz)
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